dezembro 26, 2011

Minuto de silêncio

Por um instante me perguntei sobre o que eu deveria falar. O que me importava?

Houve um tempo que minha única preocupação era o amor. Talvez porque eu não o tinha e a gente pensa tanto no que não tem por puro desejo de ter.

Enfim achei o amor, um grande amor, um amor único, eterno em mim em todos os instantes que ferve no meu peito, e que não para de ferver com o passar do tempo. Mantém um sorriso no meu rosto três dias após uma mensagem recebida, mantém meu coração pulsando vivinho de alegria.

Alegria. Paz. Conforto. E aquela ansiedade que não falta. Amor deve ser feito disso sempre. Sofrer, só se for de saudade.

E ai me peguei com tempo para pensar em mim também. E quando eu tenho ele e tenho a mim, tenho a paz pra pensar em tudo o mais que constrói essa vida.

L.L.

dezembro 16, 2011

Cuspir

Queria entender o que eu não entendo, salvar quem merece, ter mais tempo pra quem amo e pra mim. Pensar no futuro somente não faz do meu presente um viver, e não pensar faz do meu futuro um não viver bem. Até onde se privar, adiar, ou adiantar demais? Qual o limite dos planos, do realizar, e o de ficar leve, de pernas pro ar? Crescer não é tão bom quando pensamos em crescer pra ser livre e fazer o que se quer somente, exige responsabilidade e principalmente tempo pra quem tem que batalhar o que precisa. Me enobreço e meu ser evolui, me sinto cada dia mais eu, com mais segurança e até tenho esperanças… Não me espelho em ninguém porque o mundo está cada dia mais corrompido de egoismos que dizem ser só questão de sobrevivência, me espelho em mim e meu amor pelas coisas que me faz crer que é mesmo, é só o amor que conhece o que é verdade….E bom.

L.L.

dezembro 12, 2011

Marmore

Já não consigo escrever nada que não seja sincero, ácido demais, transparente demais e até totalmente não poético. Nada que me vem à cabeça soa belo, nem as tristezas. Não sei quando isso começou e muito menos porque começou, mas dói tanto cada vez que já me sinto dura e fria como um marmore.

L.L.

dezembro 07, 2011

Na contra-mão certa

Um cansaço, um suspiro.
Um travesseiro.
Sentei-me de costas para você.
Uma esperança. Frustrada.
Um beijo. Dez beijos.
Centenas de olhares, respirações.
Mãos dadas, aqui e ali.
Não me solta.

Restos de um dia, dois dias.
Aquelas semanas em que ao procurar o avesso encontrei você.
Agora eu já nem sei mais, afinal, o que eu procurava?
Sábios os que dizem que o melhor vem sempre quando não se é esperado.

L.L.

Trigo

Passei por novembro flutuando em expectativas, e quando dezembro estava com um pézinho dentro do ano os pedacinhos da minha vida parece que não conseguiram se alinhar muito bem com ele. É aquela hora que parece que dá tudo errado, que a vida desanda e que você se sente um babaca por achar que mantinha o controle sobre tudo.

L.L.