janeiro 16, 2013

E dói.

Doeu como um soco, uma paulada, um chute com o dedinho na quina da parede. Como tudo que dói e só se sente, não se vê. A dor de tentar entender o porquê. A dor de não conseguir entender o que se vê. A dor  da porta que se fecha, da falta de opção, a dor da queda.
A dor da perda.

L.L.

Onde estão?

Artista tem alma.
Mas não tem corpo.
O corpo o artista destrói, tentando encontrar a alma.
A calma.

Artista, cafeína, nicotina.
Artista, álcool, metanfetamina.
Artista, contorce, definha.

Como um risco de giz na parede de concreto
Que destrói seu pó e estabelece seu fim
Por um bem maior, a mensagem a transportar
Por uma luva quente, um amor tórrido, uma garganta a arranhar.

Artista, e minha alma?
Minha calma?
Meu corpo?

L.L.