Há muito tempo eu não sei. Olho a mesa com pilhas de papéis, as roupas velhas, as meias encardidas, o dia nascendo e o tempo passando. Sou e não sei quem era. As unhas crescem, quebram, o café esfria e a bicicleta enferruja. Os cabelos caem, o rosto não tem mais expressão e os papéis pegam poeira.
Cheia de dúvidas, de dívidas.
L.L.
junho 29, 2012
junho 22, 2012
Letralma
Ah,
minhas formas de escrever! Sou tampouco próxima
do que sou quando escrevo, sendo assim uma louca, chata, voz estridente
que desencanta (ou quiçá encantará) com o cabelo bagunçado. A graça está nesse
desatino: ser o que se é e o que se é ser tão diferente em dados momentos.
Aprendi com a língua inglesa a não usar duas palavras negativas na mesma frase,
assim me doso, me equilibro, sendo mesmo uma chatice das maiores ser requintada
o tempo todo, medindo o palavreado, ah! Para o inferno esses letrados que são
letrados o tempo inteiro!
L.L.
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