Viver custa caro quando as relações são caras. Qual preço pagamos em certas relações de amizade, amor, negócios...? A resposta: Nossas vidas, preferências... nossa liberdade.
Mudamos o tempo inteiro e com o tempo o que era sutil pode se transformar em uma mudança dramática e, sinceramente, cabe a cada ser julgar a mudança boa ou ruim. É fato que vamos mudar e sempre quem arcará com o peso de cada pequena escolha que leva a uma mudança somos nós mesmos. E as relações entram em qualquer momento desse pensamento. Para viver é necessário se relacionar. Fico só pensando qual o nível de maturidade um ser deve atingir para não pagar o preço por qualquer relação. Porque no fim, não há de se culpar ninguém por nada, tudo é permitido por nós. Não quero exemplificar o que digo porque é só um pensamento, mas acho que as boas relações que firmamos na vida são as que nos mudam com o que achamos que é melhor e com o que permitimos. A partir do momento em que precisamos disfarçar gostos, praticar contragostos, inventar desculpas para ser o que somos ou o que nos tornamos opcionalmente, fica caro demais. E eu não quero pagar esse preço.
L.L.
abril 24, 2013
abril 23, 2013
Quieto.
Eu tenho algum tipo de introversão e só saio quando quero. Isso me fere porque me é imposto sorrir e conversar o tempo inteiro, se não for assim, é atestado: sou uma pessoa infeliz. Ser infeliz me faz pensar que não se é feliz nunca, mas é estranho perceber que ninguém tampouco é feliz o tempo inteiro, se fosse, nada teria encanto. Gosto das minhas tristezas e da minha introspecção assim como gosto de sorrir e me encantar com o que tenho de belo. Só não entendo a nossa/minha obrigação de estar/ser (ao menos parecer) feliz o tempo todo, ter uma vida ótima o tempo todo, nunca se chatear e estar sempre em cafés/bares maravilhosos sorrindo com os amigos/amor. Se me canso meu semblante muda, se me chateiro, se paro para pensar. E no fim, pro meu entendimento fica certo que a beleza de um sorriso sincero está aí: Não ser por tudo.
L.L.
abril 15, 2013
Paixão (part.3)
Todo o desejo
de elevar a alma
usando outro corpo
é bem vindo
Todo o desejo
de sentir esse cheiro
de outra pessoa
é faminto
Mata-me a fome.
L.L.
de elevar a alma
usando outro corpo
é bem vindo
Todo o desejo
de sentir esse cheiro
de outra pessoa
é faminto
Mata-me a fome.
L.L.
O dia cinza
O que recai sobre mim nesse dia tão cinza, o peso de todos esses meses de inquietação e dúvida. Correr e não chegar a lugar nenhum. Sentir dor no estômago, vestir máscara e sorrisos e ver os planos descerem corrimão abaixo. Nenhum cheiro, nenhum toque, nem aquele calorzinho de felicidade que dá vontade de cantar. Três passos para trás e não enxerguei nada diferente, só uma pintura mais feia ainda do que seria o futuro. Cansada dos fatos, dos fardos.
L.L.
L.L.
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