Não me sustento na leveza. Não me apego na liberdade condicionada. Me prendo em cores, em preto e branco, me prendo em palavras, me prendo em pessoas, sentimentos. Me prendo a fome que sinto que não me liberta da necessidade de comer. Minha leveza é onde me amarro, onde me peso, onde quero estar.
L.L.
janeiro 15, 2012
Num segundo
Tudo muda num piscar de olhos e não vou dizer como isso é engraçado de acontecer, porque a maioria das vezes não faz graça alguma. Incrível, seria melhor dizer, como as coisas nunca mudam pra melhor num piscar de olhos. É sempre um desatino, é sempre uma torção, é sempre um tropeço. A gente nunca percebe que está vindo, e depois que tudo acontece procuramos o ponto onde podíamos ter evitado. Que seres estranhos que somos. Minha vida fica cheia de marcas e é claro, é bom recordar depois, não ser uma página em branco, e sim, espantosamente nada linear entre as linhas escritas, rabiscos e pichações. Quero o tempo que passa nesses momentos tão delicados, e depois quero que o tempo volte. Não há tempo que volte, mas o tempo sempre passa.
L.L.
L.L.
janeiro 10, 2012
O meu eterno retorno
Quem será eu?
O que será eu?
Passo por emoções iguais e diferentes em todos os segundos.
Minhas reações iguais sugerem só reações iguais de tudo a minha volta.
Querendo que tudo seja diferente, não é diferente como eu quero que seja, e no segundo seguinte quero tudo igual ao antes do segundo anterior.
Se tenho tudo em minhas mãos sinto-me como se nada fosse, mas não quero, nem preciso perder, pois não acharia tudo de novo.
Meus passos me levam para um futuro passado devido ao repúdio do novo. Caminho em direção a algo que já vi, quero sentir de novo, as mesmas sensações que só serão novas porque o tempo não é mais o mesmo.
No fundo nada é igual de novo, mas me transporto para esse eterno retorno.
L.L.
O que será eu?
Passo por emoções iguais e diferentes em todos os segundos.
Minhas reações iguais sugerem só reações iguais de tudo a minha volta.
Querendo que tudo seja diferente, não é diferente como eu quero que seja, e no segundo seguinte quero tudo igual ao antes do segundo anterior.
Se tenho tudo em minhas mãos sinto-me como se nada fosse, mas não quero, nem preciso perder, pois não acharia tudo de novo.
Meus passos me levam para um futuro passado devido ao repúdio do novo. Caminho em direção a algo que já vi, quero sentir de novo, as mesmas sensações que só serão novas porque o tempo não é mais o mesmo.
No fundo nada é igual de novo, mas me transporto para esse eterno retorno.
L.L.
A verdadeira solidão
A felicidade
contada
falada
mostrada
se fazia alegria
no meio da rua
mas dentro do quarto
a porta fechava
ficava vazia
Sem som
sem cor
um buraco voraz
A felicidade
de quem mostra
já tem tudo
e quer demais
A felicidade
por fora
e que dentro
não tem paz.
L.L.
contada
falada
mostrada
se fazia alegria
no meio da rua
mas dentro do quarto
a porta fechava
ficava vazia
Sem som
sem cor
um buraco voraz
A felicidade
de quem mostra
já tem tudo
e quer demais
A felicidade
por fora
e que dentro
não tem paz.
L.L.
janeiro 04, 2012
O som
Sinceramente
E por toda a minha vida
Até então
Ouvi castigos
Ouvi gritos
Ouvi perdão
Se querer não é o bastante
Observo a minha volta
Ouço risos
Ouço pecados
Ouço pedaços
Na primavera
O frio de minh’alma
Fez barulho.
L.L.
E por toda a minha vida
Até então
Ouvi castigos
Ouvi gritos
Ouvi perdão
Se querer não é o bastante
Observo a minha volta
Ouço risos
Ouço pecados
Ouço pedaços
Na primavera
O frio de minh’alma
Fez barulho.
L.L.
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