Da delicadeza ao caos. Não sei porque chorei, encostei cabeça em ombro alheio. O transporte balançava tanto e eu só queria mostrar que alguma coisa eu sentia. Era demais para qualquer digestão, naquele inferninho que chamam de local de diversão. Ora com luz, ora partes escuras que disfarçam toda a libertinagem ilícita que acontece. Eu andava, podia dizer que cambaleava e tateava o vento procurando proteção. Não queria falar, não queria ver, mal conseguia respirar.
Ir embora foi a melhor coisa que fiz. Sem olhar pra trás.
L.L.
abril 24, 2012
Sexta-feira
A vida é infinitamente simples. As pessoas quem são infinitamente complicadas. Eu não sei para onde estamos indo mas a senhora sentada em frente ao ponto de táxi as 2 da manhã me disse que só queria alguém para leva-lá em casa.
L.L.
L.L.
Suspenso
E quando nos deitávamos era mais do que falar, rolar e morrer de rir. Era um encontro de olhares que me fazia pensar que nunca estive tão feliz. Era uma coragem, um não sentir tão desconcertante que ingeríamos todo o mal sem medo de morrer. E eu queria viver bem, mudar meus hábitos mais prejudiciais para viver pra sempre e nunca perdê-lo. Não queria a intensidade só daqueles segundos, mas assim e toda a eternidade. E só conseguia imaginar um elo sem fim entre as mãos, fios de cabelo e as respirações. Quando voltei a mim ainda deitava no colchão, entendi que era o amor, que era ele, que era eu.
L.L.
L.L.
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