Me precipito em horas certas, sabendo que você não vai chegar agora. E eu sei, eu sei, e mesmo assim a cada minuto passo o olho no relógio e sei que não vai mudar, vão continuar sendo 17:00, 17:01, 17:02. Você tem data, tem hora pra chegar e não é hoje, não é agora, mas se eu deito em minha cama pra pensar na vida sempre acho que vai bater à minha janela me pedindo pra abrir a porta. Sempre acho que quando você liga e conversa comigo na verdade já está escondido dentro do meu armário esperando pra me dar um susto e fazer surpresa. E eu sei que quando você chegar e descer daquele avião vou te olhar com aquela cara de boba que só faço quando olho pra você e dar aqueles pulinhos que quase não me tiram do lugar e você vai estar com aquele sorriso ambiguo de que “sou muito boba” ao mesmo tempo de “como eu te amo”, e não será cena de filme porque somos nós e nós somos reais.
L.L.
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