Não importa mesmo o escândalo dos outros. O alarde em cartas escritas com os dedos, a reclamação tão desnuda e desprovida de argumentos. Os outros vivem, morrem do lado de lá. Aqui, no seu peito, somos diferentes do mundo inteiro. Somos inteiros em corpo a corpo, copos metade cheios, cinzas ao redor voando devagar, desenhando estradas pelo chão com o doce vento do ventilador velho. Vontade é não sair nunca mais, não preciso de Machado e tampouco de Dali, quando a arte está toda nessas paredes de concreto, escrita e pintada, desenhados em montes de batons nossos sonhos mais lúcidos que dessa gente lá fora. Ah... Em que mês estamos mesmo?
L.L.
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